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.: Créditos :.
Agora eu acordo pensando nisso. É um inferno. Pois bem, o filme "O Diabo veste Prada", que ainda não chegou ao Brasil, mas, todo mundo já está careca de saber que é inspirado na Anna Wintour, poderosa editora da Vogue americana, não sai da minha cabeça. Já vi todos os trailers na internet, baixei as músicas do filme e escuto o dia todo, li todas as entrevistas, copiei todas as fotos e já até mandei meu currículo pra Vogue da Carta Editorial. Enfim, estou perto da obsessão. Ainda bem que minhas obsessões são tão voláteis quanto meus desejos, mudam rápido.
Nesta busca incontrolável acabei descobrindo algumas coisas interessantes (eu acho).
1 - Anna Wintour não fica mais de quinze minutos em nenhuma festa. Ela acorda 4h45, para jogar tênis, e às 22h está na cama. Justamente por isso não perde tempo em festas. E daí? Enfim...
2 - Soube que quando ela se zanga, morde a parte inferior do lábio... exatamente como faz Miranda Priestley no filme.
3 - Meryl, que fez Miranda é cotada para concorrer ao Oscar por este filme. Por mim já ganhou.
4 - O filme já arrecadou US$ 100 milhões.
5 - Todas as roupas usadas no filme foram leiloadas e o dinheiro arrecadado foi doado a uma intituição americana que cuida de crianças com câncer.
Outra notícia interessante: a toda poderosa Ana Wintour parece que gosta mesmo de aparecer. A Vogue de setembro traz um encarte publicitário com roupas de peles assinadas por alguns dos maiores estilistas do mundo. Para completar Wintour bancou um editorial INTEIRO este mês, só com peles animais. O título é Seleção Natural. Definitivamente essa diaba não tem medo de nada, nem do PETA - a ong internacional que luta contra o uso de peles animais na moda. Isso vai dar o que falar.

A gente e começa a repensar tudo aquilo que aprendemos desde o berço. A voz da minha mãe ainda é viva na minha cabeça dizendo que temos que ser corretos com o mundo para que o mundo seja correto com a gente. Cresci achando que ficaria ileso a todos os males, tendo em vista que sempre fui correto com tudo e com todos.
Depois a gente cresce e começa a notar que a realidade teima em ser cruel.
A sociedade está cada vez mais enlouquecida e um luta contra o outro. O paulistano é o exemplo clássico do que estou dizendo. Quando achamos que estamos livres do PCC, vem a grave do metrô.
Todas as estações do metrô de São Paulo amanheceram fechadas nesta terça-feira devido à greve dos funcionários da empresa. Estimativas do próprio Metrô apontam que o movimento afetou cerca de 2,8 milhões de pessoas. Segundo a CET, às 9h, o congestionamento registrado na cidade --188 km-- foi o maior desde o começo do ano, pela manhã.
Os metroviários decidiram parar em protesto contra a entrega da linha 4-amarela, ainda em construção, para a iniciativa privada. A linha 4 vai ligar, na primeira etapa, a região da Luz (centro de São Paulo) à da Vila Sônia (zona oeste de São Paulo).
A intenção do Estado é repassar seu controle por 30 anos para a iniciativa privada. Ela está em obras, com previsão de conclusão até o início de 2009. O plano estadual é que a empresa vencedora da concorrência forneça os trens e outros complementos para a operação do sistema.
É de cair o queixo. É triste. É difícil dormir e não saber qual é a próxima piada do dia.
2,8 milhões de pessoas sem transporte na maior cidade do país. São Paulo. Brasil. Meu país.
É por isso que eu peço: nesse processo eleitoral não cague nas urnas. Senão amanhã eles vão cagar na sua cabeça, de novo.

Zuzu e o Diabo
Este final de semana vi três filmes: “Zuzu Angel”, “O Diabo veste Prada” e “Eu, você e os outros”. Os dois primeiros são maravilhosos. Este último não vou comentar.
Zuzu Angel conta a trajetória real da estilista brasileira que fez sucesso no exterior com sua moda e enfrentou o poder da ditadura para tentar enterrar o corpo do filho Stuart Edgard Angel Jones, morto pelos militares. A interpretação de Patrícia Pillar, como já era de se esperar, está simplesmente fantástica. Demais. É obrigação ver esse filme.
Saí do cinema com aperto no coração e uma sensação estranha de insegurança. Zuzu não teve um dia de paz desde a morte do filho e tampouco momentos felizes. Para completar morre em um acidente de carro provocado na rodovia que liga o Rio de Janeiro com Minas Gerais. É triste saber que é uma história real. Vidas brilhantes interrompidas pela busca do poder.
Em O Diabo veste Prada a jornalista Lauren Weisberger conta sua história real como assistente de Anna Wintour, editora da Vogue americana. No filme Lauren é Andrea, interpretada pela maravilhosa Anne Hathaway ("Diário da Princesa" e "O Segredo de Brokeback Mountain") e Anna é Miranda, feita por Meryl Streep ("As Horas" e Adaptação"). A revista Vogue no feito é Runway. Nossa Gisele (aquela que dispensa sobrenome) faz uma ponta no filme e como sempre não decepciona.
Uma das características da personagem real Miranda é exigir atenção e eficiência exagerada de seus comandados. Andrea, então, depois de ganhar alguns toques do estilista da Vogue muda radicalmente seu visual e suas atitudes, acaba superando assim as expectativas de Miranda. A partir daí começa a ganhar créditos com a editora. O problema, creio eu é que Miranda não é efusiva ao mostrar que gostou de algo e age como se o bem feito fosse apenas obrigação. Vendo por um lado ela tem razão.
É óbvio que como sempre eu adorei a vilã. Para mim Miranda não é uma pessoa ruim. Apenas é uma profissional exigente que vive por sua carreira.
Temos dois lados para analisar: se ela fosse uma boazinha típica certamente não teria chegado aonde chegou e se chegou onde está não pode ser boazinha. Portanto, Anna ou Miranda não tem muita opção. Confesso que tenho muito de Miranda em mim. Muito mesmo.

Quando era pequeno queria que o tempo passasse logo para eu sair na rua sem ter que dar a mão para ninguém, sair correndo sem pedir permissão, sentir o vento bater no rosto sem precisar olhar pra trás. Não via a hora de ser independente, dono do meu nariz... Queria ser a ator principal da peça da vida. Sem diretor. Sem coreógrafo. Meu monólogo ia ser baseado na improvisação. Era assim que eu pensava.
O tempo passou e muita coisa aconteceu. Hoje, se pudesse voltar atrás aproveitaria a ajuda do meu pai na hora de atravessar a rua e também em todos os momentos difíceis. Ficaria eternamente de mãos dadas com ele, para me sentir confortável quando precisasse e soubesse que ele estaria ali sempre ao meu lado. Hoje não pediria permissão para correr na rua sozinho, mas chamaria meu pai para correr comigo. Aliás, faria um convite para caminharmos juntos, sentindo o doce sabor da infância e a poeira da estrada.
Olharia sempre para trás porque por mais longe que eu fosse saberia que poderia voltar e seria recebido com o mesmo carinho de sempre. Mas, buscaria sempre olhar pra frente, porque só assim teria em mente que o futuro está em branco e só quem pode desenhá-lo sou eu.
Seria o diretor da minha vida, mas aplaudiria a encenação dos meus pais e ouviria as dicas de como fazer melhor uma cena ou outra.
Pai, eu te amo hoje e sempre.


Saudade é uma palavra estranha. Escorre pelos dedos e cai no chão fazendo um barulho enorme no coração. Dói. Principalmente quando não tem remédio. Saudade da infância é pior ainda porque não tem como voltar atrás. Definitivamente a saudade machuca.
De longe ela ficou me olhando com aquela cara de quem quer algo mais. Fingi que não era comigo, não estava muito afim. As substâncias do sono estavam começando a correr pelo meu corpo e o impedir bocejo estava ficando quase impossível. Comecei a pensar então que ela tinha o olho puxado e eu não sinto atração por japonesas... nada contra. É apenas uma particularidade. Assim como muita gente não gosta de sushi e sashimi... eu não gosto de comer japonesa. Para mim cada um tem uma função no mundo e os japoneses servem para fazer eletrodomésticos. E está bom demais...
Quando voltei os olhos para saber se a garota tinha desistido acabei levando um susto. A japa estava vindo em minha direção... Não! Não! Não!
Sem pestanejar me deu um beijo quente, começou a passar a mão pelo meu corpo e desceu a língua pelo meu pescoço. Nesse momento esqueci completamente dos olhos puxados, do sushi e dos eletrodomésticos. Respirei fundo e deixei o desejo falar mais alto. Despi a japa e sem pedir licença ou maiores prerrogativas entrei fundo quase a dividindo em duas. Talvez se seus olhos estivessem abertos teria os visto dando voltas de prazer para completar os gemidos do desejo. Definitivamente a japa gostava de se sentir preenchida. Depois de algum tempo a safada resolveu mudar de posição e veio por cima... Nessa hora, ao loge, ouvi um barulho estranho de relógio ou telefone. Não dei muita importância...
A japonesa, quase no ápice da satisfação, começou a dar gritinhos e gemidos que misturados com a típica cara de prazer formavam uma expressão um tanto estranha... Um tanto brochante... Para tentar mudar aquela cara e quem sabe causar um pouco de dor comecei a ir mais fundo... Quando tudo estava quase acabando e a japonesa enfim chegava ao ponto da superação... acordei assutado com o despertador que já tocava no seu volume máximo... suado e com cara de espanto.
Pôxa vida, nunca mais como tanto guioza antes de dormir. Até hoje a cara da japonesa não sai da minha cabeça. Ás vezes fico pensando se isso tudo não tenha sido castigo dos deuses por ter feito o vendedor me explicar todas as funções daquela tv de plasma maravilhosa, que obviamente, depois de mais de meia hora de explicação e empenho do vendedor, não comprei.


